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OAB lança movimento para acabar com a prática de trote violento nas instituições de ensino superior

16/05/2013 - 14:03

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Em 1980, o calouro Carlos Alberto de Souza ,da Universidade de Mogi das Cruzes, morreu depois de ter sido espancado por veteranos quando se opôs ao corte de cabelo, tradicional maneira de calouros serem recebidos nas universidades. Outra tragédia que causou comoção foi a morte do calouro de medicina da USP, Edison Tsung Chi Hsueh, há 11 anos, encontrado morto na piscina da Faculdade de Medicina da USP ,depois do churrasco de recepção aos calouros.

Infelizmente o trote violento continua a ser uma prática e precisa ser coibido. Os calouros são submetidos a todo tipo de humilhações e práticas violentas.

O caso mais recente, em que alunos do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barreto sofreram queimaduras depois que veteranos jogaram sobre eles um produto químico chocou, mais uma vez a sociedade.

Para tentar reverter essa prática, a OAB SP preparou uma campanha contra o trote violento e outros tipos de abusos praticados em faculdades e universidades no início dos anos letivos.

"É inadmissível que se mantenha o trote em nome de uma tradição. O trote violento tem de acabar. Temos acompanhado anualmente histórias de maus tratos, comas alcoólicos e agressões contra os calouros, o que têm levado muitos deles a abandonar o curso em prejuízo pessoal e social", alerta Fábio Romeu Canton Filho, responsável pela campanha e presidente da CAASP (Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo), que coordenou a Comissão de Direitos Humanos e a Comissão do Jovem Advogado da OAB SP.

A campanha não quer ficar restrita aos cursos de Direito e vai abranger todos os demais, alertando os veteranos que o trote violento não condiz com o espírito da vida acadêmica. "Não podemos aceitar que universitários ajam de modo contrário aos princípios das profissões que pretendem adotar. Enquanto profissionais, muitos desses alunos serão responsáveis pela vida das pessoas e pelo bem estar da comunidade e precisam ter essa consciência desde início de sua formação profissional", avalia Canton.

Assessoria de Comunicação Unilago

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